Resumo
Debates sobre sustentabilidade trazem, cada vez mais, reflexões sobre o trinômio diversidade, equidade e inclusão (DEI). Baseado em uma abordagem qualitativa, e em ampla revisão bibliográfica, este trabalho de pesquisa buscou identificar os principais desafios, obstáculos, para as ações de DEI no contexto da gestão de pessoas, a partir de estudos realizados por diferentes autores e considerando-se uma entrevista semiestruturada com um especialista em projetos de DEI em organizações de grande porte espalhadas por todo o País. A pesquisa permitiu concluir que ao olhar para a inclusão, as empresas têm uma dificuldade em sair do que é estabelecido por leis, se não houver uma lei onde uma cota específica é obrigatória então não há uma preocupação com incluir. Também é observado que diversificar é algo muito complexo, diversificar não significa apenas contratar um grupo minoritário e deixar ele se habituar à empresa, diversificar é acolher diferentes culturas, respeitar a história e a vivência de cada colaborador e buscar sempre o diverso, incluir apenas um grupo minoritário não pode ser dito como diversificar, uma equipe constituída apenas de negros pode não ser vista como diversa e ainda existem os vieses inconscientes enraizados por gerações de pré-conceitos e descriminação que são passados à frente. Focando em equidade, o conceito mais novo entre os três, se vê uma dificuldade em separar o que é responsabilidade da empresa e o que cabe ao governo ou mesmo ao próprio colaborador para que seja possível todos terem as mesmas oportunidades comportando a individualidade de cada um, tudo isso ainda é um obstáculo na relação entre a gestão de pessoas e a DEI.